Católica melhora previsões económicas

A economia portuguesa deverá registar este ano um desempenho mais favorável do que o antecipado em janeiro, mas o cenário de uma nova contração não está colocado de parte, sobretudo devido ao impacto no confinamento no primeiro trimetre. A conclusão é da Universidade Católica, que atualizou esta quarta-feira as suas projeções para a economia portuguesa, de perspetivas menos negativas, mais ainda assim rodeadas de incertezas.

A Católica Lisbon Forecasting Lab | NECEP, integrado na Faculdade de Economia da Universidade Católica Portuguesa, antecipa no seu cenário central que o produto nacional vai crescer 1% em 2021, recuperando apenas uma pequena parcela da quebra histórica de 7,6% sofrida no ano passado.

"A razão principal para esta revisão é a nova informação do INE sobre as contas nacionais de 2020, com uma contração do PIB inferior ao anteriormente previsto, e ainda por a estimativa da contração do PIB no 1º trimestre estar próxima do limiar superior das simulações anteriores do NECEP", explicam os economistas do instituto. Nas estimativas publicadas a 20 de janeiro, quando o país confinava devido à pandemia, a Católica apontava para uma contração de 2% no PIB. Este valor é correspondente com o pior cenário que agora se coloca. Já o cenário otimista aponta para uma expansão de 4% em 2021.

A Católica salienta que a "incerteza das previsões é muito elevada" e ressalva que a "hipótese de crescimento mais forte não pode ser excluída à partida", apontando o exemplo do terceiro trimestre do ano passado, que "ilustra bem a possibilidade de uma recuperação rápida quando se aliviam as medidas de confinamento".

No que diz respeito ao primeiro trimestre deste ano, período em que Portugal esteve em confinamento, a Católica estima agora uma contração de 5% em cadeia ou cerca de 7% na variação homóloga.Também nesta estimativa para o primeiro trimestre existe "bastante incerteza" dado que "alguns indicadores, como a produção industrial ou as vendas de cimento, sugerem quebras relativamente pequenas, enquanto outros, como as operações na rede Multibanco, as vendas de combustíveis ou o volume de negócios nos serviços, apontam para quebras substantivas".

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