Carla Carvalho Martins: "Estaremos mesmo a chegar à era “Anti-Algoritmo”?"

Apesar de a sua origem remontar à Idade Média – derivando, tal como algarismo, do nome do influente matemático persa Al-Khwarizmi -, a palavra “algoritmo” nunca foi tão presente no nosso dia a dia como hoje. Um algoritmo é uma sequência finita de instruções não ambíguas destinada à resolução de um problema. Uma receita culinária, por exemplo, pode ser vista como um algoritmo. Ainda assim, o termo foi sempre mais associado aos domínios da matemática e da informática e, durante muito tempo, usado quase exclusivamente em contextos académicos ou técnicos. De repente, nos tempos recentes, está na boca de toda a gente e, apesar do seu significado ser muito mais amplo, no discurso quotidiano usamos “algoritmo” sobretudo para designar os mecanismos que, por detrás dos ecrãs, selecionam as informações que vemos e sugerem os conteúdos que consumimos online.

É neste contexto que, no seu relatório “2026 Global Consumer Predictions”, a Mintel antecipa que o movimento anti-algoritmo se tornará uma das principais tendências de consumo nos próximos tempos. De acordo com esta empresa de pesquisa de mercado, este movimento será o resultado da tensão sentida pelos consumidores entre a “conveniência que os algoritmos proporcionam e a proteção, o empoderamento e a autoexpressão que arriscam perder” por causa deles.

Artigo completo disponível na revista Marketeer.