Bernardo Ivo Cruz: "Um plano simples para simplificar a nossa relação com a burocracia pública"
Quem utiliza o Aeroporto de Lisboa conhece bem o problema das horas perdidas para entrar e sair, filas intermináveis que serpenteiam pelos corredores e uma sensação constante de desorganização que frustra passageiros e prejudica a imagem do país. Para quem chega, é uma má primeira impressão e para quem parte, uma despedida penosa. O impacto é real e vai muito além do desconforto individual: traduz-se em custos para o país, em tempo desperdiçado, em perdas de confiança e reputação, particularmente grave num setor estratégico como o turismo, responsável por 11,9% do PIB nacional em 2023, segundo o INE. Aliás, a dimensão do problema é tal que o Primeiro-Ministro anunciou recentemente a criação de um grupo de trabalho interministerial para enfrentar o caos nas fronteiras do Aeroporto de Lisboa e melhorar a coordenação entre as entidades envolvidas.
A origem da ineficiência é relativamente simples de identificar e reside na forma como os recursos são geridos. O modelo atual reparte os meios existentes entre entradas e saídas, duplicando esforços em processos que poderiam ser otimizados.
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