Bernardo Ivo Cruz: "Quando o centro não dialoga, os extremos gritam"

Todos os dias as notícias, sondagens e estudos mostram que a democracia que construímos coletivamente nos últimos 80 anos está a perder apoiantes. A ascensão da extrema-direita na Europa não resulta apenas da sua capacidade de explorar medos e frustrações. Resulta também da incapacidade dos partidos moderados, que deveriam ser a âncora da democracia liberal, de trabalharem juntos para responder, de forma pragmática, aos desafios que as sociedades enfrentam.

Em França, a crise económica e a divisão persistente entre socialistas e centristas de Macron já levaram à nomeação do quinto Governo em apenas dois anos, permitindo que a extrema-direita e, em parte, a extrema-esquerda se apresentem como alternativas coesas.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Diário de Notícias de 15 de setembro de 2025.