Bernardo Ivo Cruz: "Israel perdeu o direito de ser chamado uma democracia?"

Há décadas afirmamos a mesma certeza: “as democracias não cometem genocídio”. A ideia assenta na existência de direitos fundamentais imprensa livre, tribunais independentes e escrutínio cívico que deveriam impedir a adopção de políticas de extermínio.

A 16 de Setembro de 2025, a Comissão de Inquérito Independente das Nações Unidas para o Território Palestiniano Ocupado concluiu que autoridades e forças de segurança israelitas “cometeram e continuam a cometer” genocídio contra palestinianos na Faixa de Gaza, tendo identificado quatro dos cinco actos tipificados na Convenção de 1948 (matar; causar danos graves; impor condições de vida destrutivas; impedir nascimentos) e apontado incitamento ao genocídio por altos dirigentes israelitas. ê, até à data, o juízo mais sério emanado de um órgão ligado à ONU, ainda que a Comissão seja independente e não represente a posição oficial das Nações Unidas.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Diário de Notícias de 22 de setembro de 2025.