Bernardo Ivo Cruz: "É a falar que a gente (não) se entende"
Há uns anos, uma pessoa conhecida pela sua capacidade de trabalho e respeitada pela sua inteligência invulgar começou um trabalho novo, e logo na primeira semana recebeu um documento cheio de siglas e referencias que só fariam sentido por quem estivesse por dentro do assunto. Depois de ler o texto várias vezes, escreveu"NPN”, assinou, devolveu o papel à procedência e esperou.
Pouco tempo depois, o autor do documento bateu à porta e pediu ajuda para decifrar o misterioso “NPN”, que significava simplesmente “Não Percebi Nada".
Também o Banco de Inglaterra percebeu que a forma como os comunicados e informações para o público eram escritos resultava que poucos seriam capazes de os perceber e decidiu simplificar a linguagem, sem pôr em causa a qualidade do conteúdo. Passados uns meses, o Banco resolveu testar a eficácia da nova mensagem e concluiu que, mesmo depois de todo o esforço de simplificação, só quem tivesse passado 13 anos ou mais no sistema de ensino formal britânico seria capaz de entender o que o estava escrito nos comunicados “mais claros”.
Artigo completo disponível no Diário de Notícias.
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