Arménio Rego: "Psicopatia e liderança"
Robert Hare, nome mundial em psicopatia, afirmou: “Se eu não pudesse estudar psicopatas na prisão, procurá-los-ia na Bolsa”. Traduzindo: o mundo financeiro e o corporativo são propícios à emergência de lideranças com traços psicopatas. Estima-se que a percentagem de psicopatas nessas arenas, assim como na liderança política, seja superior à encontrada na população em geral.
Por psicopatia entenda-se um conjunto de características subclínicas: loquacidade e charme superficial, ausência de empatia, comportamentos egoístas de ética duvidosa, ausência de remorso ou sentimento de culpa, emocionalidade superficial, incapacidade para assumir responsabilidades por erros e tendência para apontar culpas aos outros, comportamento astucioso e manipulador, foco na satisfação dos interesses próprios a expensas das outras pessoas, e fraco amor à verdade. Porque são também audaciosos, autoconfiantes e aventureiros, estes indivíduos procuram posições de poder sem olhar a meios. Atraem as atenções e a admiração de quem os contrata, nomeia ou elege. Ou seja, usam do charme para manipular e explorar os seus alvos. Podem ser altamente lesivos da saúde das pessoas que lideram e da sustentabilidade das suas organizações. Ilustrarei o argumento com um caso amplamente estudado.
Artigo completo disponível na Líder Magazine.
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