Arménio Rego: "Porque tantos indivíduos incompetentes se tornam líderes?"

Sendo a liderança uma função crucial para o desempenho e a prosperidade das equipas, das organizações e das sociedades, seria expectável que escolhêssemos as pessoas mais competentes para o exercício dessa função. Lamentavelmente, uma quantidade considerável de posições de liderança é ocupada por pessoas incompetentes.  Daí decorrem efeitos perversos para as pessoas, as equipas, as organizações e as sociedades. Como se explica esta incapacidade dos humanos para colocarem os seus melhores ao leme dos seus destinos? Aqui me debruço sobre quatro possíveis razões interrelacionadas.

Primeira: tomamos a autoconfiança, a audácia e a determinação como sinais de competência. Naturalmente, essas três qualidades são requeridas para o exercício competente de funções de liderança. Todavia, pode ser-se profundamente autoconfiante, audaz e perseverante e, simultaneamente, desonesto, manipulador, egoísta, desprovido de empatia, e explorador. É este perfil que carateriza muitos narcisistas. Enquanto as pessoas honestas e empáticas não insuflam a sua autoconfiança, a audácia e a perseverança – os narcisistas desonestos, manipuladores, egoístas, desprovidos de empatia e exploradores recorrem ao seu arsenal sedutor e manipulador para demonstrar vigor e força. O que motiva estes indivíduos é o exercício do poder em prol de benefícios pessoais. Não hesitam em recorrer a todos os meios ao seu dispor para persuadir, manipular e encantar quem os seleciona ou elege.

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