Arménio Rego: "O Romance da Liderança"

As lideranças importam para a vida das organizações, das pessoas que nelas trabalham, e das comunidades. Traçam rumos. Exercem um papel significativo no empenhamento das pessoas, no estímulo às relações de cooperação e confiança, e na capacidade das equipas para lidar com oportunidades e adversidades. Mas o facto de acima ter escrito “lideranças”, em vez de “líderes”, não é fruto do acaso ou do estilo de escrita.

Resulta, isso sim, de uma evidência perante a qual nem sempre estamos atentos: a liderança não existe sem liderados. Daqui decorre que os resultados da liderança são sempre o fruto do trabalho de líderes e liderados. Naturalmente, é cognitivamente muito mais económico atribuir os resultados de uma equipa ou organização à figura de proa do que à complexidade de fatores envolventes. Quando presenciamos bons ou maus resultados, somos atraiçoados pela nossa preguiça cognitiva – e eis que nos viramos para o herói ou o vilão que lidera a equipa ou a organização. Acresce que essa interpretação dá bastante jeito, e proveito, a quem lidera: tendo o líder um papel exponencial no desempenho da organização, é fundamental recompensá-lo exponencialmente.

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