Arménio Rego: "A meritocracia funciona?"
Nas organizações financeiras, uma quantidade considerável de gestores é promovida e remunerada com base em fatores não relacionados com competência ou resultados. São mais frequentemente homens que promovem outros homens – não necessariamente por razões sexistas, mas porque os decisores das promoções, frequentemente homens, tendem a preferir gestores “similares a eles”. Daqui resulta um sistema de compadrio que precisa de ser combatido através da concessão de oportunidades às pessoas, designadamente mulheres, para demonstrarem as suas capacidades e excelência. A autora desta tese é Grace Lordan, fundadora e diretora da Inclusion Initiative, na London School of Economics. No Financial Times, escreveu que a “chamada meritocracia confunde sucesso com privilégio”, designadamente o “privilégio da incompetência” concedido a quem integra as redes de compadrio.
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