Arménio Rêgo: "Em defesa da coliderança"

É uma CEO comunicacionalmente brilhante, simpática, culta, mediaticamente apelativa e convidada para funções não-executivas em organizações sociais. Mas, centralizadora, não delega. Resultado: é alheia a algumas realidades internas da organização e procrastina decisões. Os membros da organização sentem-se, de quando em vez, “abandonados” e suspensos de decisões que tardam em chegar. Sirvo-me deste caso, real, para discutir um tema frequentemente incompreendido e repleto de ambiguidades: a coliderança.

A liderança de topo das organizações exerce dois grandes papeis:  a gestão da organização propriamente dita, e a gestão dos stakeolders externos. Sendo estes papeis particularmente complexos nas grandes organizações, há riscos sérios de o/a CEO ser incapaz de realizar eficazmente ambos. Ademais, algumas pessoas são mais propensas e proficientes na liderança externa, enquanto outras denotam maior vocação para a dimensão interna.

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