António Baldaque da Silva: "Paris 1,5ºC ou Évora 3,5ºC? Os custos da adaptação climática"
Em 2015, o mundo assinou o Acordo de Paris, com o objetivo de tentar limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5ºC. Passada quase uma década, estamos longe de uma trajetória que nos leve lá. De facto, atualmente, o cenário mais provável é o de um aumento da temperatura entre 2,5ºC e 3ºC (ver, por exemplo, o Global Carbon Tracker), com o Sul da Europa potencialmente a ultrapassar esses valores. Se for este o caso, teremos de adaptar a nossa sociedade para estas mudanças climáticas severas. Estamos a fazê-lo? Não! E quanto mais tarde começarmos essa adaptação, mais difícil ela será.
Ao longo dos últimos anos tem-se registado um aumento significativo do número e volume de investimentos com o intuito de minorar os impactos das mudanças climáticas. Segundo a Climate Policy Initiative, foram gastos em média cerca de 1,3 mil milhões de dólares durante 2021/2022, isto é, aproximadamente 1,5% do PIB mundial. Estes valores quase que duplicaram em dois anos, o que é bastante relevante e positivo, já que se estima que serão necessários cerca de 5% do PIB mundial em investimentos verdes em 2030 para atingirmos a neutralidade carbónica em 2050.
Artigo completo disponível no Observador.
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