André Alves: "Quando a luz se apagou, vimos a escuridão que já habitava"
No passado dia 28 de abril, a eletricidade decidiu ausentar-se, levando consigo, por instantes, a ilusão de controlo absoluto que nutrimos sobre o nosso quotidiano. A Península Ibérica mergulhou na escuridão. Literalmente. Luzes apagadas, telemóveis em silêncio, terminais de pagamento inoperacionais, elevadores parados e, para agravar, cafés interrompidos a meio da sua extração — uma tragédia nacional.
Foi um corte abrupto, mas instrutivo. Um lembrete de que a infraestrutura que sustenta a vida moderna — digital, célere, eficiente — é mais frágil do que gostamos de admitir. Num instante, compreendemos que estar “ligado” é menos uma escolha do que uma dependência. Sem energia, pouca coisa se move. Nem pessoas, nem ideias, nem decisões.
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