André Alves: "Quando a comunicação e o marketing falham, a democracia treme"
Como já é tradição neste país, os últimos acontecimentos políticos transformaram, subitamente, treinadores de bancada em gestores, contabilistas e até juízes da vida alheia. A queda do Governo liderado por Luís Montenegro não foi um simples tropeção na democracia, mas sim uma autêntica novela transmitida em horário nobre, com um plot twist digno de Óscar. O enredo? Um protagonista atolado em conflitos de interesse, uma comunicação desastrosa digna de um filme de terror e uma incapacidade estrondosa de gerir a perceção pública. Para completar o caos, a comunicação e o marketing político conseguiu fazer aquilo que melhor sabe: tanto constrói carreiras como as destrói num piscar de olhos.
Antes de analisarmos o que poderia ter sido feito de forma diferente, comecemos por um conceito básico, mas que parece estar cada vez mais em desuso na política moderna — honestidade. Nos dias de hoje, a perceção vale tanto (ou mais) do que os factos. Montenegro poderia estar repleto de boas intenções (e sim, já sabemos que o inferno está cheio delas), mas se o público e a comunicação social sentem cheiro a sangue no oceano, então não hesitam: atacam para matar.
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