André Alves: "O algoritmo como novo diretor de marketing"

Na era contemporânea, as marcas deixaram de ser meros elementos do mercado para se tornarem protagonistas silenciosas do quotidiano. Estão presentes nas escolhas que fazemos, nas preferências que desenvolvemos e nas relações simbólicas que construímos com produtos e serviços, muitas vezes sem darmos por isso. A marca já não se limita a identificar uma oferta, funciona como um sistema sofisticado de significados capaz de influenciar comportamentos com uma eficácia quase invisível, o que, convenhamos, é simultaneamente brilhante e ligeiramente inquietante.

Este entendimento da marca enquanto construção estratégica consolidou-se ao longo do século XX, com contributos determinantes de autores como David Aaker e Philip Kotler, que a conceptualizaram como um conjunto de valores, associações e promessas geridas de forma deliberada pelas organizações. O pressuposto central era claro e confortável, o controlo.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Observador de 20 de fevereiro de 2025.