André Alves: "A diferença entre um chefe e um líder"

Durante muito tempo, a liderança foi construída em torno de uma ideia relativamente simples: chegar ao topo. O topo da pirâmide organizacional, o lugar da decisão, da visão estratégica e da autoridade. Alimentou-se quase uma visão romântica do líder, alguém com respostas para tudo, controlo absoluto sobre a equipa e uma resistência emocional praticamente inabalável. Durante anos, este modelo funcionou, ou pelo menos parecia funcionar, numa altura em que as organizações eram mais lineares, as equipas mais homogéneas e as pessoas aceitavam modelos de gestão muito mais rígidos e hierárquicos.

O problema é que o contexto mudou profundamente. As empresas tornaram-se mais rápidas, mais exigentes e significativamente mais complexas, mas acima de tudo foram as pessoas que mudaram. Hoje, as equipas são compostas por diferentes gerações, diferentes ambições, diferentes ritmos e motivações completamente distintas. Na mesma organização coexistem pessoas movidas por crescimento acelerado, outras por estabilidade, outras por propósito e outras apenas pela tentativa legítima de equilibrar uma carreira exigente com uma vida pessoal minimamente saudável. E isso alterou profundamente aquilo que esperamos de quem lidera.

Artigo completo disponível na Renascença.