Ana Príncipe Lourenço: “Depois logo se vê”

Em 2018, a Fundação Calouste Gulbenkian lançou uma iniciativa sobre Justiça Intergeracional. Este é um conceito que diz respeito ao compromisso com o futuro, ou seja, às responsabilidades que a geração atual assume para com as gerações futuras, que terão de lidar com as consequências de decisões em que não foram ouvidas.

No âmbito desta iniciativa, a Fundação publicou um estudo sobre “Perceções da Classe Política Portuguesa sobre Justiça Intergeracional”, elaborado por Catherine Moury (com Daniel Cardoso e Maria Cerejo). Tendo em consideração a nova composição da Assembleia da República, penso ser este um bom momento para voltar a este tema.

O estudo acima referido teve por base treze entrevistas a decisores políticos, bem como um inquérito em que participaram 30% dos deputados durante a anterior legislatura, tendo a amostra sido considerada, no geral, como espelhando a divisão da Assembleia da República por partido. E quais foram as principais conclusões deste estudo?

Uma primeira conclusão é que há um consenso transversal aos partidos quanto ao diagnóstico da justiça intergeracional em Portugal: a sociedade portuguesa não é intergeracionalmente justa. A geração atual não irá transferir suficientes recursos para as gerações futuras, e o tema não tem sido suficientemente abordado na esfera política.

Artigo completo disponível no Jornal Económico.