Ana Côrte-Real: "Conforto simplista vs. desconforto simples"

Como podem as empresas criar valor? Como podem as empresas, os gestores, ser uma força positiva da disrupção? Ninguém (ou pouca gente) gosta de viver em permanente desconforto. Mas se há algo que o atual contexto nos está a ensinar é a sermos capazes de viver (minimamente) confortáveis com o facto de não estarmos confortáveis (ou tão confortáveis quanto gostaríamos ou necessitamos).

Vivendo nós num mundo hiperconectado - no qual o digital e a tecnologia estão sempre presentes -, qual é a opção de cada um, de cada gestor, de cada empresa face ao atual contexto? Queremos nós construir um certo contexto (pelo menos, na medida do possível) ou queremos que o contexto nos destrua? Como podem as empresas criar valor?

Como podem as empresas, os gestores, ser uma força positiva da disrupção? Num ponto estamos todos de acordo: o contexto é complexo. Mas não deixa de ser menos verdadeiro que a resposta da indústria à complexidade, frequentemente, só aumenta essa complexidade.

É fundamental que as empresas consigam quebrar a complexidade que a tecnologia e a resposta das indústrias estão a criar. Porquê? Por uma razão simples: os consumidores querem simplicidade, querem que as marcas encontrem a forma mais simples (e, simultaneamente, mais personalizada) de dar resposta às suas expetativas. Mas não caiamos na tentação de confundir a busca de soluções simples com abordagens simplistas. Por isso é importante falarmos de algumas dicotomias que aparentemente ajudam a simplificar o contexto e que estão sempre tão presentes: B2B vs. B2C, on-line vs. off-line, eficácia vs. eficiência e creativity-driven vs. data-driven marketing.

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