Alexandre Freire Duarte: "O teólogo é um artista: o abismo em que vive é o que todos devíamos ver"

Ser teólogo é ser um artista. Alguém duvida disso? Talvez quem não saiba o que é ser um teólogo; alguém que não saiba o que é o amor; alguém que desconheça o que é viver co(m)-vivendo e co(m)-escrevendo ou co(m)-falando de tudo a partir do olhar do maior evento da história: a ressurreição de Jesus. Esse evento-advento que deu origem a uma revolução não-revolucionária [N.T. Wright] que recriou o ser humano e o próprio Cosmos em tons de um Céu omnipresente, inclusive naquelas pessoas e naqueles lugares onde menos ponderaríamos supor que Deus Se sentiria confortável [Umberto Eco].

O que é a consciência? Não sabemos, mas sabemos que não é algo da esfera biológica, pois dela não tratam os livros de Biologia. Mas está associada ao que se estima ser o primeiro grau ciente do conhecimento: o sensível. Aquele que, vislumbrando uma ordem dourada [Charles Péguy] no caos em que vivemos, convoca e concilia a imaginação e as perceções. Conciliação essa que, no amor, se manifesta na arte que lhe concede, no concreto, existência numa forma.

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