Aldino Santos de Campos: "Descarbonizar o transporte marítimo: entre a urgência e a inércia"

Considerado como um dos principais indicadores da economia mundial, O setor do transporte marítimo é a a espinha dorsal da globalização, com uma fatia de mais de 80% do comércio mundial. Esta capacidade logística, porém, tem um custo ambiental elevado. Apesar de ser, em média, menos poluente por tonelada transportada do que O transporte rodoviário ou aéreo, a dimensão colossal do setor faz dele um dos maiores emissores globais de gases com efeito de estufa.

Representa cerca de 3% das emissões mundiais de CO2, mais do que países inteiros, como a Alemanha, de acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO) A descarbonização neste setor não é, por isso, apenas uma questão ambiental, mas um imperativo económico e reputacional para manter a competitividade no comércio internacional rumo à sustentabilidade ambiental. é neste contexto que a IMO aprovou, em 2023, uma meta de emissões líquidas zero até 2050. E um passo relevante, mas especialistas sublinham que O calendário é tímido face à urgência climática. 

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 16 de setembro de 2025.