Aldino Campos: "Quando a diplomacia da canhoneira ainda evitava guerras"

Ao longo da história, a política internacional tem oscilado entre momentos de cooperação e períodos em que o poder militar surge como instrumento de pressão diplomática. Entre estas práticas destacou-se aquilo que ficou conhecido como “a diplomacia da canhoneira”, que se resumia à utilização explícita ou implícita da força militar para compelir um Estado a aceitar determinadas condições políticas, económicas ou estratégicas.

O conceito ganhou expressão sobretudo no século XIX, quando as grandes potências navais utilizavam a sua superioridade marítima para projetar poder em regiões distantes. Navios de guerra fundeados ao largo de portos estrangeiros constituíam, muitas vezes, um argumento mais persuasivo do que qualquer negociação formal. A mensagem implícita era clara: aceitar as condições impostas ou enfrentar as consequências.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal de Negócios de 2 de março de 2026.