Alberto Castro: "O dinheiro não é tudo!"
“You pay peanuts, you get monkeys” é uma expressão coloquial para sublinhar a ideia de que quem se propõe pagar pouco não pode esperar atrair talento. Salários baixos tanto desencorajam pessoas mais qualificadas de se candidatarem, como pode estimular os mais experientes a saírem. Poupa-se, no imediato, nos custos salariais, mas o aumento da rotação implica outros custos (de recrutamento, de formação inicial, de integração) e, sobretudo, pode afetar a moral da força de trabalho (as pessoas não se sentem valorizadas ou sentem-se exploradas) o que se refletirá na produtividade.
Em comparações internacionais as empresas portuguesas saem mal na gestão de pessoas, desde o recrutamento aos sistemas de incentivos, passando pelas políticas de formação e promoção. A situação na Administração Pública não será muito diferente, porventura, para pior. Paulo Macedo, que sabe do que fala, veio um destes dias defender uma revalorização dos salários dos quadros de topo da Função Pública e a flexibilização dos sistemas de incentivos e de progressão.
Artigo completo disponível no Dinheiro Vivo.
Categorias: Católica Porto Business School