Alberto Castro: "Metade do Céu"

Viver melhor, gastando menos é uma ambição de quase todos. Começar por analisar as despesas e avaliar da sua eficiência (é possível obter o mesmo com menos) ou eficácia (não as podendo reduzir, não poderemos alcançar mais?), parece um bom caminho. Já cortar, à partida, o orçamento não é seguro que o seja.

À discussão sobre a tributação e a despesa pública aplica-se uma regra semelhante. Não é sensato reduzir a receita sem saber se, e onde, se pode cortar na despesa ou torná-la virtuosa, indutora de mais bem-estar geral. Imaginar que a redução de impostos vai gerar crescimento suficiente para aumentar as receitas é apenas isso, imaginação. Cortar as despesas a eito, como as cativações que Centeno promoveu, resulta nas disfuncionalidades hoje patentes.

 

Artigo completo disponível no site do Dinheiro Vivo.