Alberto Castro: "Empreender no mundo real"

Um estudo empírico do (novo) empreendedorismo, dos seus promotores, dos seus sucessos, dificuldades e fracassos foi a forma como a Católica Porto Business School participou no ciclo de homenagem a Alfredo da Silva, por ocasião dos 150 anos do seu nascimento. Como ele, mulheres e homens perscrutaram oportunidades, estudaram hipóteses, ousaram enfrentar o medo atávico, ambicionaram mudar, e melhorar, o País.

Para o efeito, usámos (o autor, mais Paulo Osswald e Leonor Sopas) informação coligida no âmbito da disciplina de História e Iniciativas Empresariais, da licenciatura em Gestão. Para além de uma análise convencional (idade, género, qualificação e especialização dos fundadores, modelo de negócio das empresas, maior ou menor orientação para os mercados externos), a diferença do contributo que nos propusemos dar resulta do acompanhamento que tentámos fazer do percurso da empresa e dos seus fundadores. Tipicamente, sabe-se se a empresa subsistiu ou desapareceu, mas pouco mais. É essa lacuna que almejámos suprir.

As conclusões a que, por ora, se chegou são, e não são, semelhantes às de outros estudos. Os fundadores pertencem, na sua grande maioria, aos escalões etários até aos 40 anos. As mulheres estão sub-representadas, por comparação com a importância que, apesar de tudo, já assumem nos órgãos de decisão das empresas, mas superam o que outros estudos, mesmo internacionais, identificaram.

Na nossa amostra, as qualificações dos promotores são muito superiores à média, dominando as especialidades tecnológicas e de gestão, o que se traduz em especializações produtivas e modelos de negócio mais sofisticados, assim como numa vocação para a internacionalização incomparavelmente acima da média do total das empresas.

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