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O homem austero que ajudou Portugal a ganhar a primeira década da democracia

Num certo dia, o então ministro das Finanças Ernâni Lopes constatou que as reservas do Banco de Portugal só davam para "comprar um barco e meio de importações", e decide dar conta da emergência ao primeiro-ministro, Mário Soares. Estávamos em plena crise de 1983-1985, o FMI e a austeridade estavam à porta, a adesão às comunidades europeias aguardava-se em breve e a situação era de tal forma dramática que o primeiro-ministro tinha de a conhecer. Ernâni Lopes pega no telefone e liga-lhe. O problema é que ligou às sete da manhã. Teve como resposta algo próximo do "está bem", é "grave", mas eu "preciso de dormir". A história, recordada por Eduardo Marçal Grilo, que trabalhou lado a lado com Ernâni no influente livro Portugal: o Desafio dos Anos 90, publicado em 1999, é breve e surpreendente. Expõe o contraste entre duas personalidades essenciais desses anos críticos para Portugal e para a democracia. Um contraste que acabou num equilíbrio que, em parte, determinou o futuro do país.

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"Ernâni Lopes destacou-se pela sua integridade. Feita de carácter, personalidade e sentido ético da vida. Desta conjugação, em que ele foi o melhor, decorreram todas as demais qualidades que dele faziam um grande professor, um quase militar e um clérigo-leigo'. Tudo muito raro num político que também era um estadista", diz, em declarações ao PÚBLICO, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrará a sessão de homenagem na Universidade Católica, em Lisboa.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal Público de 10 de setembro de 2025.

Ucrânia: “Estamos solidários, mas não estamos belicistas”, diz Marcelo

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Na Universidade Católica Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa participou hoje numa conferência de homenagem ao economista e antigo ministro das Finanças Ernâni Lopes, que morreu em 2010, aos 68 anos, e a quem atribuiu, postumamente, uma condecoração com a Ordem de Camões.

Nessa conferência, discursou também o antigo presidente da Comissão Europeia e antigo primeiro-ministro José Manuel Durão Barroso, que preside ao Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa.

A meio da sua intervenção, Durão Barroso falou brevemente dos desafios atuais da União Europeia e considerou que “a Europa vive um momento de escolhas essenciais” em que tem de “decidir e fazer”.

Artigo completo disponível no Jornal Económico.

Universidade Católica Portuguesa homenageia Ernâni Lopes

Na mesma ocasião, será apresentado o livro “Ernâni Lopes, Vida e Pensamento”, com a chancela da UCP Editora, que reúne textos de Ernâni Lopes e testemunhos de colegas, colaboradores e amigos, com coordenação de José Pena do Amaral, Roberto Carneiro, Abraão de Carvalho, Filipe Coelho, José Poças Esteves, Madalena Martins e Sónia Ribeiro.

Sob a forma de antologia, a obra visa transmitir, de forma trabalhada e sistematizada, os aspetos mais relevantes do pensamento de Ernâni Lopes, entre os quais a adesão de Portugal à então CEE, o papel crucial da Lusofonia, o definhamento da Economia portuguesa e a importância do mar, do ponto de vista económico e de defesa nacional.

Artigo completo disponível na Marketeer

30 casos sobre a 'Liberdade de Imprensa em Portugal e na Europa' em livro

A liberdade só existe quando é inteira”, disse  José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, esta terça-feira na apresentação do livro Liberdade de Imprensa em Portugal e na Europa  na Biblioteca da Assembleia da República, em Lisboa. 

Esta obra, uma iniciativa do Diário de Notícias e da Universidade Católica Editora, pretende contribuir para o debate da liberdade de imprensa em Portugal e na Europa, apresentando 23 casos portugueses e sete estrangeiros, submetidos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Humanos, que constituem jurisprudência. Estes são comentados por 63 jornalistas e juristas. O diretor do Diário de Notícias, Filipe Alves, escreveu o prefácio do livro.

A apresentação começou com a intervenção de Peter Hanenberg, vice-reitor da Universidade Católica, e Bruno Contreiras Mateus, ex-diretor do Diário de Notícias. 

Artigo completo disponível no Diário de Notícias.

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