André Azevedo Alves: "A violência da extrema-esquerda é real"
As reacções subsequentes ao grave atentado do passado dia 23 de Março, quando um homem atirou um cocktail molotov em plena Marcha pela Vida em Lisboa, ilustram bem a lamentável duplicidade de critérios que é aplicada à violência quando tem origem , como tudo aponta terá sido o caso , na extrema-esquerda. O facto de o engenho incendiário não ter deflagrado evitou que o ataque contra uma marcha pacífica em que estavam famílias, incluindo crianças e bebés, tivesse provocado uma verdadeira tragédia. Não devia no entanto haver qualquer dúvida sobre a gravidade do ataque nem sobre a perversão ideológica extrema que lhe está subjacente.
Miguel Morgado fez aquele que foi porventura o melhor comentário global sobre este atentado terrorista contra a Marcha pela Vida e sobre a inaceitável duplicidade de critérios perante o discurso de ódio e a violência da extrema-esquerda. O alerta lançado ao novo Ministro da Administração Luís Neves é particularmente importante dada a actuação da Polícia Judiciária, pela qual o actual MAI foi anteriormente responsável máximo. Existem certamente movimentos de extrema-direita que constituem um perigo real e que devem ser monitorizados e, sempre que concretizem o seu potencial de ameaça, duramente reprimidos.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Observador de 1 de abril de 2026.
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