Trabalhadores online sentem-se "encurralados"
As pessoas que trabalham em múltiplas plataformas online são as que sentem maior ansiedade e pressão, chegando até a sentir-se "encurraladas". As consequências mentais fazem-se sentir com maior impacto nas mulheres, em pessoas com filhos e naquelas que têm escolaridade mais elevada.
As conclusões são de um estudo do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, publicado há dias no "International Journal of Environmental Research and Public Health", e permitem perceber que, apesar do efeito positivo das novas tecnologias, estas também podem ter "efeitos nefastos para a saúde mental e que estes efeitos dependem das características sociodemográficas dos trabalhadores e das suas expectativas e perceções sobre as TIC [Tecnologias da Informação e Comunicação]", diz a investigadora principal Ana Maria Abreu.
Por isso, acrescenta, devemos "repensar a disseminação generalizada do teletrabalho, impulsionada pelo confinamento".
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Notícias de 2 de março de 2022.
Categorias: Faculty of Health Sciences and Nursing