Rosário Pinto Correia: "Keep it simple (Take 2)"

Há uns dias, com o meu chapéu de docente na CLSBE, escrevi um texto (muito versão professor...) sobre a necessidade que as marcas têm de ser simples na forma como apresentam as suas propostas a quem querem atrair. Uns dias depois, desafiei os alunos da licenciatura em gestão, como teste final da disciplina, a fazerem um essay sobre o que deveriam as autoridades fazer para levar as pessoas a ter o melhor comportamento possível no combate á pandemia que enfrentamos. Recebi os essays ontem à noite. Comecei a ler.

Acreditam que o conceito que mais encontrei em todos eles foi a necessidade de transmitir conceitos claros e coerentes, através de mensagens fortes e simples ? E não foi certamente por eu o dizer nas aulas...mais terá sido pela necessidade que todos nós temos que nos ajudem a tomar decisões e que nos facilitem a vida com mensagens simples e promessas fáceis de perceber! Entretanto vou vendo as notícias.

Vou lendo o que se diz e escreve sobre a pandemia. Tentando perceber o que devo ou não fazer. E não é fácil! Acredito que para todos já há três coisas claras: Devemos usar máscara sempre que estamos perto de outros; Precisamos de lavar ou desinfetar as mãos com muita frequência; Temos de manter a distância social dos outros com quem convivemos. Mas quanto ao resto... Quando comparado com o que nos foi pedido na primeira vaga, o papel dos cidadãos tem graus de dificuldade acrescidos.

Para além do cansaço e da saturação que vamos sentindo, há uns meses o que tínhamos de fazer era claro, a decisão não era nossa, diziam-nos de forma clara e inequívoca o que tínhamos de fazer - ficar, sempre, em casa, até novas ordens Nesta segunda vaga aumenta o nosso poder de decisão e com isso os nossos graus de liberdade...e os da ansiedade dela decorrentes! As autoridades dão-nos a responsabilidade de ficar (como dever cívico) em casa, mas ao mesmo tempo desafiam-nos a manter a nossa vida o mais normal possível para que a economia continue viva. 

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