Pedro Celeste: "Um novo denominador comum: incerteza"

As sociedades, empresas e famílias vivem momentos que colocam à prova as grandes fragilidades a que estamos sujeitos por via de uma envolvente que é cada vez mais volátil, complexa e incerta, seja pelo contributo dos efeitos pandémicos, políticos, económicos ou sociais.

Se nos últimos dois anos assistimos à necessidade de transformação e adaptação de muitos setores de atividade por via da pandemia, agora vivemos na incerteza do impacto económico que pode resultar do equilíbrio (ou desequilíbrio) entre as grandes potências internacionais, por via dos conflitos políticos e militares conhecidos.

O preço do petróleo disparou, o preço de produtos alimentares, consumíveis e energia vai disparar, o acesso a canais de distribuição alternativos será mais difícil e mais caro, o sistema financeiro internacional sofreu um revés, as bolsas ressentiram-se e tudo isto coloca sérios problemas a toda e qualquer empresa (e seus colaboradores), precisamente porque a incerteza se tornou uma palavra comum, não a longo prazo, mas no dia-a-dia.

Essa mesma incerteza já constava das preocupações de empresários, gestores e trabalhadores, fruto das alterações constantes e substantivas do mundo digital, com particular destaque para o impacto provocado pelo 5G (brevemente pelo 6G) e pela evolução da inteligência artificial. Apesar disso, essa insegurança tem estado a ser colmatada com aprendizagem, evolução tecnológica, implementação de boas práticas, trabalho remoto, orientação para o cliente, etc…

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