"O antagonismo entre EUA e China tem características diferentes da rivalidade bipolar da Guerra Fria"
Com poderes reforçados depois do XX Congresso do Partido Comunista Chinês lhe ter garantido um inédito terceiro mandato, Xi Jinping promete concentrar-se no crescimento económico em 2023. Mas a política de covid-zero e o seu fim incerto - a juntar a uma recessão mundial - está a prejudicar a segunda economia mundial. Este é o maior desafio para a China de Xi em 2023?
É com certeza um grande desafio. A recente inflexão das autoridades chinesas no combate à pandemia, bem como a intensa propaganda governamental a prometer o regresso à "normalidade" na primavera, vem confirmar isso mesmo. O custo económico da política de covid-zero tem sido altíssimo e explica, em parte, a desaceleração do crescimento económico chinês. O Banco Mundial prevê que, pela primeira vez desde a década de 90, este ficará atrás do da maioria dos outros países da região. A isto deve juntar-se ainda a administração dos protestos populares, inéditos em território continental, e que são tarefa de grande sensibilidade para um regime fortemente autoritário como o chinês. Por fim, é ainda de acrescentar, a necessidade de gerir sensatamente as complexas consequências globais da guerra na Ucrânia. Enfim, 2023 vai ser um ano exigente para Pequim e o seu líder.
Artigo completo disponível no Diário de Notícias.
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