Nelson Ribeiro: "Como responder aos novos desafios da comunicação"

O debate sobre a importância da comunicação na gestão da situação pandémica tem acendido a discussão sobre os desafios que se colocam à produção de mensagens que contribuem para proteger os cidadãos e a sociedade. Mais de um ano após o início da crise pandémica, existe uma maior noção sobre o poder da comunicação pública e sobre a importância desta se alicerçar numa dimensão ética, fornecendo factos e dados que permitam a todos tomar decisões conscientes e racionais. Com isto queremos evitar cair nas armadilhas da desinformação, que hoje é omnipresente, não apenas, mas sobretudo, no ambiente digital.

Assentes num modelo de negócio baseado na comercialização dos conteúdos produzidos gratuitamente por milhões de utilizadores, e na mercantilização dos dados pessoais dos cidadãos, os media sociais introduziram uma profunda mudança no ecossistema. Entre estas alterações destaca-se a aceleração na difusão de notícias e de informações falsas. Um estudo liderado por Soroush Vosoughi do MIT, sobre os padrões de difusão de 126 mil histórias publicadas no Twitter, concluiu que a falsidade chega mais longe, de modo mais rápido e circula de modo mais profundo, ou seja, gera um maior número de interações nos media sociais.

Mas não é apenas a velocidade com que a mentira flui online que deve ser alvo da nossa atenção, mas o facto de a desinformação encontrar um terreno fértil no ambiente digital. Enquanto muitos cidadãos partilham informações sem se assegurarem da sua veracidade, outros empenham-se em disseminar conteúdos que contribuem para acicatar divisões e gerar dúvidas sobre temas tão diversos como as alterações climáticas, a pandemia ou a eficácia das vacinas.

Ler artigo completo aqui.