Mais milhão, menos milhão - até o sucesso tem prazo de validade
Começou por me perguntar se um dos livros que tinha atrás de mim era o do Tim Cook (a biografia sobre o CEO da Apple, editada em Portugal pela Vogais) e a meio da entrevista reparou no "Bad Blood", que conta a história de Elizabeth Holmes e da Theranos.
Entre dois dedos de conversa, levantou-se e foi buscar dois livros à estante que tinha noutra divisão, um sobre póquer e outro sobre a Netflix. E outros dois depois, mostrou-me algumas das coisas que ensina no The Lisboa MBA Católica | Nova.
Conversar com Bill Aulet é deixarmo-nos levar pelo entusiasmo com que fala do que faz: empreende e ensina outras pessoas a fazer o mesmo. Autor, empreendedor e professor na prestigiada universidade americana MIT, Aulet acredita que isto de lançar negócios tem que passar por quatro fases: a do coração, cabeça, mãos e casa. E mesmo que, depois, venha o sucesso, é preciso ter cuidado, porque nisto do empreendedorismo até a glória tem prazo de validade.
É com algum carinho que conta que, até ao dia em que a mãe morreu, não conseguiu perceber o que era um empreendedor. "Achava que estava desempregado", disse-me. E a quem anda a empreender em tempos de pandemia deixou um conselho: "Invistam em vocês próprios".
Nuno Sebastião sabe o que é isto de que Bill Aulet fala. Cofundador e presidente da Feedzai, viu a startup que lançou em 2009 atingir o estatuto de unicórnio - se não sabe do que falo, ouça aqui que explico tudo - na semana passada, depois de fechar uma ronda de 200 milhões de dólares e de ver a avaliação da empresa subir para 1,3 mil milhões. Confuso com tantos milhões?
É normal... E sabe que mais? Esta já é a quarta empresa fundada por portugueses com este tipo de valor associado, se bem que a Feedzai é a primeira com sede exclusivamente em Portugal. Na conversa que tive com o Nuno Sebastião, disse-me: "Isto deu-me um gozo muito grande, porque conseguimos três coisas muito importantes: manter a empresa em Portugal, o controlo do conselho de administração e o preço que queríamos. E isso é difícil. Tipicamente, só consegues isto quando tens o poder de dizer que não." E disse mesmo que não. Os investidores eram tantos que, a dada altura, era a Feedzai que os entrevistava e não ao contrário.
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