Maioria absoluta vai aumentar conflitualidade social
A Câmara de Comércio Americana em Portugal (AmCham) reuniu num hotel em Lisboa cinco oradores para debater o resultado das legislativas que deram a maioria absoluta ao PS. António Saraiva, António Lobo Xavier, Isabel Gil, Pedro Duarte e Vítor Bento discutiram as causas da vitória dos socialistas, da derrota do PSD e os riscos e oportunidades dos próximos quatro anos. Numa coisa todos concordam: é preciso fazer diferente e avançar com reformas que até aqui não foram feitas. Há quem tenha esperança que seja desta, porque António Costa quererá deixar um legado. A contestação social vai aumentar.
A conversa começou pelo diagnóstico. Para Isabel Gil, reitora da Universidade Católica, os eleitores escolheram “a estabilidade, a previsibilidade, a manutenção de um status quo“. “O eleitorado, que saiu de uma pandemia, está de certa forma amedrontado pela incerteza”, por isso “votou num modelo de sociedade que já conhece e que prevê que possa continuar a trazer segurança”, acrescenta.
Na opinião da também presidente da Federação Internacional de Universidades Católicas, os portugueses não gostam de arriscar, “ainda não faz parte daquilo que é o projeto de vida e desenvolvimento do nosso modelo social” e “isso ficou muito evidente nos resultados destas eleições”.
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