José Miguel Sardica: "​A Páscoa de 2023"

No 10.º aniversário do início do seu Pontificado, e superadas as mais recentes dificuldades de saúde, o Papa Francisco prepara-se para presidir às cerimónias da Páscoa, em Roma. Fá-lo-á, como todos os seus antecessores há décadas ou séculos, “urbi et orbi”, da cidade romana, sede do papado, para todo o mundo católico – e mesmo cristão, dado que os cristianismos de ritos não católicos não deixam de o escutar, como os das igrejas da Ucrânia ou da Rússia, onde a sua palavra tanto deveria ecoar por estes tempos.

A mensagem de Francisco para a Quaresma de 2023 foi anunciada na Igreja de São João de Latrão, no passado dia 25 de janeiro, na solenidade da festa da conversão de São Paulo. Nascido Saulo de Tarso, o futuro apóstolo descobriu já adulto a verdade da fé cristã, passando a difundir a mensagem de Cristo com o mesmo proselitismo com que antes, até à revelação recebida na estrada de Damasco, perseguira os primeiros cristãos. Pensando no seu exemplo, o Papa Francisco salientou, na sua mensagem quaresmal, que o caminho para a Páscoa, anualmente renovado no mais importante período do calendário litúrgico, é uma experiência de “ascese”, um tempo em que Cristo nos “toma consigo”, elevando-nos acima dos nossos “compromissos ordinários” que nos fazem “transcorrer uma vida quotidiana frequentemente repetitiva e por vezes enfadonha”. 

Artigo completo disponível na Renascença.