José Alberto Azeredo Lopes: "A vodka de Vladimir Putin"
Está a diminuir a esperança de vida média de alguns dos governos europeus, e a guerra na Ucrânia terá alguma responsabilidade nisso. Em França, de forma menos dramática do que alguns gostariam, o apoio parlamentar a Macron encolheu na presente legislatura como a “peau de chagrin” do conto de Balzac. Crescimento das extremas parlamentares, menos espaço para a moderação, vitória política assinalável de Marine le Pen – e esta, para dizer de forma figurada, não desama Vladimir Putin. Um dos navios-almirante europeus continua por isso a navegar, embora com vaga mais alterosa.
O Primeiro-Ministro britânico, pelo menos em parte por convicção, transformou a guerra na Ucrânia no epicentro da política britânica. Copiou de forma descarada o nosso slogan, mas inverteu-o. Aqui, “vá para fora cá dentro”. No Reino Unido de Johnson, “vá para dentro lá fora”. É verdade que, além da convicção e dos princípios, Boris Johnson tinha uma razão fundamental para “ucranizar” a política britânica: mantinha mais facilmente a cabeça à tona de água. Teve pelo menos um mérito: nestes dias em que tanta gente quer ser Churchill, ele ao menos exprimia-se com o sotaque correto.
Artigo completo disponível na CNN.
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