João Carlos Espada: "Cuidado com as revoluções!"
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Daqui nascem as revoluções. Sabemos onde começam, mas ninguém sabe onde terminam. Por isso, os democratas não gostam de revoluções.
1 O título desta minha crónica, "Cuidado com as revoluções!", foi inspirado pela crónica de António Barreto no Público do passado sábado - "Cuidado com as ambições!" No seu clássico estilo temperado, António Barreto recomenda moderação. As sua crónicas inspiram-me semanalmente. E também me recordam a rara disposição moderada de saudosos amigos como Vitor Cunha Rego, José Cutileiro e Bernardino Gomes - bem como alguns inesquecíveis almoços no Estoril.
Esta recomendação de moderação é particularmente relevante num momento em que crescem as vozes radicais e zangadas: uns querem demitir o Governo; outros querem restaurar o presidencialismo, sabiamente superado por Mário Soares e Francisco Balsemão na revisão constitucional de 1982; outros ainda passam o tempo a falar dos ciganos; e outros querem proibir os que falam dos ciganos. E muitos usam os preocupantes dados da pandemia para dizer que "o regime está esgotado".
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