João Borges de Assunção: "Xeque ao dólar"

A economia mundial navega à deriva, moldada por novas realidades geopolíticas e pelo comportamento, por vezes imprevisível, de figuras como Donald Trump. Curiosamente, esta agitação surgeantes de uma recuperação plena das sucessivas crises das últimas duas décadas, nomeadamente a Grande Recessão (2007 2009) e a Pandemia (2020–2021).

É difícil apontar um único indicador para esta turbulência. Paradoxalmente, a economia real e as taxas de desemprego têm demonstrado uma notável resistência face à vertiginosa sucessão de crises no ciclo noticioso. Apesar de os pessimistas encontrarem razões diárias para prever recessões avassaladoras, os dados económicos têm-se mantido relativamente positivos, mesmo com o desânimo crescente na política internacional. Até os mercados financeiros, perante um clima de incerteza e angústia sobre o futuro, revelam uma surpreendente estabilidade.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 27 de junho de 2025.