Estudo mostra que PME exportadoras têm menos dívida
Um estudo da Católica Porto Business School analisou as contas de 7.600 PME portuguesas durante seis anos para aferir relação entre perfil exportador e estrutura de capital. As pequenas e médias empresas que exportam têm níveis de endividamento mais baixos. E quanto maior a intensidade na exportação, menor é também o grau de passivo que têm no balanço, considerando não só a dívida bancária mas também a fornecedores, que é "crítica" na gestão da tesouraria e no financiamento das PME portuguesas.
Esta é a principal conclusão de um estudo da Católica Porto Business School que demonstra que o rácio de alavancagem é negativamente afetado pela intensidade das exportações. O coautor, João Pinto, destaca a relevância da maior rendibilidade nas exportadoras: "Muitas precisam de um apoio inicial para se internacionalizar e depois, como têm margens mais elevadas, conseguem gerar `cash floW e reduzir o nível de dívida".
Para avaliar a relação entre perfil exportador e estrutura de capital, o professor de Finanças e a aluna Cátia Silva - o artigo saiu da tese de mestrado - analisaram os dados de 7.676 empresas, entre 2011 e 2016, dos maiores setores exportadores, como automóvel, metalomecânica, plástico, vidro, vestuário ou equipamentos elétricos.
Nesta amostra, as exportações valiam, em média, 36% da faturação. Independentemente do grau exportador, o estudo "A intensidade exportadora afeta a alavancagem empresarial?" documentou também que as empresas com mais oportunidades de crescimento têm uma alavancagem maior, enquanto aquelas que enfrentam maior risco de negócio e as que têm maior tangibilidade dos ativos apresentam rácios de dívida mais baixos.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 25 de fevereiro de 2021.
Categorias: Católica Porto Business School