Céline Abecassis-Moedas: "Um designer democrático"
Na semana passada, como Pró-Reitora para a Inovação e o Empreendedorismo da Universidade Católica Portuguesa, tive o privilégio de ser madrinha do icónico designer francês Philippe Starck, na cerimónia em que a Reitora, Professora Isabel Capelo Gil, lhe atribuiu o grau de Doutor Honoris Causa. Mais do que uma distinção individual, o momento foi a afirmação de uma visão: a do design como força cultural, ética e transformadora da sociedade.
Nascido em Paris, em 1949, filho de um engenheiro aeronáutico, Philippe Starck cresceu num ambiente marcado pela precisão técnica e pela imaginação. Desde cedo, porém, recusou limitar-se à técnica. Ao longo de mais de quatro décadas de criação, a sua obra é atravessada por uma pergunta simples e radical: para que servem as coisas e a quem servem?
Formado na École Nissim de Camondo, afirmou-se nos anos 1970 e 1980 com uma abordagem que contrariava as tendências dominantes da época. Quando o design era frequentemente reduzido a estilo ou estatuto, Starck insistiu que deveria ser, antes de tudo, inteligente, ético e útil. Essa convicção traduziu-se numa prática singular pela sua amplitude: do mobiliário aos espaços públicos, da hotelaria aos objetos do quotidiano, da tecnologia à mobilidade.
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