Catarina Morais: "Ronaldo afasta planos de reforma, mas como se decide que é hora de deixar a carreira?"
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Em média, os jogadores de futebol saem do campo entre 34 e 36 anos, mas começam a preparar a reforma muito antes. Até porque o fim é certo nos desportos de alto rendimento, lembra a psicóloga Catarina Morais. A especialista evoca um estudo de 2014 conduzido pela Associação Americana de Psicologia que acompanhou atletas olímpicos na transição de carreira e dá conta que 80% teve sucesso no fim de carreira, enquanto os restantes 20% passaram “por um período crítico”, antes de encontrarem novamente estabilidade.
Transição é o termo que as psicólogas utilizam para descrever o fim, ainda que a maioria dos atletas hoje adie durante mais tempo a decisão, uma vez que as carreiras são tendencialmente mais longas, graças evolução da tecnologia e do conhecimento sobre o treino, afiança a coordenadora da pós-graduação em Psicologia do Desporto e Performance na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. “Um dos maiores factores de risco quando falamos de uma transição que não é bem-sucedida tem a ver com a identidade enquanto atleta. Para muitos não é só uma profissão, mas aquilo que os define”, declara
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal Público de 5 de fevereiro de 2025.
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