Aldino Santos de Campos: "A política executiva do mar português"
Não foi com admiração que mais uma vez observei uma mudança na forma como os nossos decisores políticos lidam com o mar em Portugal. Curiosamente, a maneira de governar o mar não tem mantido um fio condutor coerente ao longo das últimas décadas, alternando entre a sua abordagem clássica do setor primário, que tradicionalmente inclui a agricultura e a pesca, e a sua abordagem holística como um espaço geográfico que engloba uma miríade de atividades conexas. Neste contexto, talvez seja oportuno revisitar a política executiva dedicada ao mar português nestes 50 anos de democracia. No período pós-25 deAbril, ficou bastante clara a rutura na relação entre Portugal e o mar, pois este representava, de certa forma, o elo entre Portugal e as antigas províncias ultramarinas.
Havia um sabor agridoce entre o esplendor marítimo de um passado de referência global e as realidades desgastantes de um longo período de guerra ultramarina. No entanto, o país continuava com mar, com muito mar. Daí que, nos primeiros governos (provisórios e constitucionais - 1975 a 1981), tenha sido adotada a abordagem ministerial do setor primário, simplesmente designados como Ministério da Agricultura e Pescas.
Nota: Pode ler o conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 2 de abril de 2024.