Alberto Castro: "Não havia necessidade"

O capitalismo, tendo o mercado como mecanismo central, é um sistema em constante renovação, mais instável do que em equilíbrio. Numa perspetiva histórica, e agregada, nenhum outro sistema conseguiu um desempenho melhor. Quando se analisa mais em detalhe, essa dinâmica esconde ganhadores e perdedores, pelo menos no curto prazo e, como “no longo prazo estamos todos mortos”, é natural que os efeitos mais imediatos ganhem maior evidência. O prémio Nobel deste ano foi atribuído a economistas que estudaram tal “destruição criadora”, como o do ano passado o fora a quem analisou o papel das instituições na facilitação do progresso e da equidade.

Às vezes as empresas desaparecem por razões menos virtuosas do que a destruição criadora. Por exemplo, por a produtividade ser baixa devido à fraca qualidade dos fatores de produção (gestão incluída). Numa economia aberta pode acontecer que nem a qualidade da gestão ou dos fatores seja suficiente para garantir a sobrevivência da empresa. As estatísticas refletem este processo: todos os anos desaparece e nasce um grande número de empresas. 

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