Alberto Castro na cerimónia de entrega da 14.ª edição dos Prémios Exportação & Internacionalização

"Não me preocupa tanto que as exportações não atinjam os 50% do PIB, porque estamos a misturar alhos (volume de negócios) com bugalhos (valor acrescentado). Importa muito mais saber o valor acrescentado das nossas exportações", assinalou Alberto Castro, professor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto, durante a cerimónia de entrega da 14.ª edição dos Prémios Exportação & Internacionalização, organizada pelo Novo Banco e pelo Negócios, em parceria com a Iberinform, prémios dos quais é membro do júri.

Exemplificou que, do ponto de vista líquido, a Corticeira Amorim é muito mais importante para o PIB português do que a Galp, mesmo que esta última exporte muito mais. "A questão é que, quando não se sabe, fazem-se políticas erradas, por exemplo, ao não privilegiar as empresas com maior valor acrescentado", referiu Alberto Castro.

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