Luís Caeiro: "A normalização da mentira"
Os factos vindos a público sobre a TAP, que culminaram com cenas rocambolescas no Ministério das Infraestruturas, revelaram outros aspetos da problemática da mentira e da forma como é usada na ação política. Como é habitual, o debate aceso que se gerou centrou-se no significado político, na legalidade das decisões tomadas pelos responsáveis e no inédito de alguns episódios apelando às audiências. A dimensão ética foi ignorada, em obediência ao princípio de que, desde que haja confiança política e seja legal, tudo é possível.
Os últimos acontecimentos desta saga lamentável mostram formas menos usuais da utilização da mentira em política e, nalguns aspetos, com refinamentos que merecem nota. Refiro a série de declarações feitas por responsáveis ministeriais sobre o parecer jurídico que fundamentou o despedimento com justa causa da CEO da TAP.
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