João César das Neves: "Ter um negócio é crime"
Imagine que possui um projeto para um produto ou serviço que pode ser útil e interessante, valendo a pena comerciá-lo. Isso não é nada boa ideia. Evite-o a todo o custo, porque se vai meter em grandes sarilhos.
A razão é a existência de um exército gigantesco de pessoas que têm três características fundamentais. Primeiro, não produzem e nunca produziram coisa alguma. Em segundo lugar não percebem nada de invenção, desenvolvimento, gestão, negociação e eficácia. Terceiro, ganham mais do que a maioria daqueles que realmente produzem e melhoram o bem-estar social. O que essas fazem é aplicar às empresas e negócios uma montanha descomunal e incompreensível de leis, decretos, códigos, regulamentos, portarias, certificações, licenças, autorizações, inspeções e regras, que vêm ligadas a um sem-número de impostos, multas, coimas, taxas, tarifas, contribuições, emolumentos, comissões e outras formas legais de extorsão.
Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Observador de 10 de abril de 2026.
Categorias: Católica Lisbon School of Business & Economics