Filipe Santos: "O risco financeiro dos EUA"
O sistema financeiro dos Estados Unidos da América representa atualmente uma enorme fonte de risco para a Economia mundial e para os investidores. Um risco com múltiplas origens, nomeadamente política, económica, de endividamento público e privado, de avaliações do mercado acionista, e de crescimento das criptomoedas. Todas estas fontes de risco criam fragilidades para o dólar e para o sistema financeiro americano. Neste contexto, a União Europeia deve garantir que estes riscos não se tornam sistémicos e os investidores europeus devem investir com muita cautela nos EUA. FOMO ("Fear Of Missing Out") nunca foi e não é bom conselheiro de investimentos.
O risco americano tem várias origens, todas elas preocupantes. Um dos riscos é político, com a deriva populista e autoritária da administração americana, no contexto de uma sociedade em quebra de confiança e cada vez mais polarizada. Não só políticas erráticas e dogmáticas têm consequências negativas a prazo na Economia, como minam a base de valores no qual assenta a vida em sociedade. Adicionalmente, um cenário, outrora impensável, é o risco de desunião interna num país altamente polarizado, que pode acontecer através de fenómenos de paralisação da sociedade e desobediência civil no caso de haver manipulação das eleições intercalares de novembro.
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