Claúdia Veiga "Um lugar à mesa"
Nos anos 80, tempo da minha infância, as famílias constituíam uma unidade alargada. As mesas de refeição podiam não ser fartas, mas eram recheadas de conversa e partilha. Os topos da mesa eram reservados aos membros mais importantes da família — no meu caso, uma bisavó. Sempre me fascinou a sua resiliência perante a velhice, que lhe impunha limitações crescentes, associada a uma sabedoria notável, que hoje sabemos representar um ganho do envelhecimento humano.
Esta memória pessoal inspira a reflexão acerca do Dia Internacional da Pessoa Idosa.
A longevidade é uma das maiores conquistas da humanidade. Contudo, vivemos tempos paradoxais. Numa sociedade que valoriza a juventude, procuram-se esconder os sinais do envelhecimento e, muitas vezes, nas mesas de refeição o lugar de destaque já não é reservado aos mais velhos.
Artigo completo disponível na Human Resources.
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