Alberto Castro: "Bala de prata"

A revisão da legislação laboral tornou-se um folhetim enfadonho conquanto, nos últimos tempos, alguns episódios tenham animado o guião: o suspense do voto da UG ou um partido que não chega a 5,5% do eleitorado acusar os sindicatos de apenas representarem 7 a 15% dos trabalhadores – já agora, e as confederações patronais?). No geral, a dramatização que tem acompanhado todo o processo assenta num equívoco: ser a “bala de prata” que vai resolver os problemas de crescimento económico.

Não está em causa que várias normas careçam de atualização, mas uma abordagem conflitual alimenta a retórica da “luta de classes”, nas antípodas da lógica social-democrata. Pior, alimenta ilusões e perde de vista outras dimensões, porventura prioritárias.

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