Novo projeto da Católica combina quatro áreas do conhecimento para responder às alterações climáticas
SINFONIA é o nome do novo projeto de investigação da Universidade Católica Portuguesa que visa desenvolver soluções integradas para responder aos desafios das alterações climáticas na agricultura, na alimentação e na preservação do património cultural. O projeto envolve uma equipa multidisciplinar da Universidade Católica Portuguesa, reunindo investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e do Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE).
“As alterações climáticas colocam uma pressão crescente sobre a sustentabilidade e a produtividade agrícola, através do aumento das temperaturas, da irregularidade das chuvas, da ocorrência de eventos extremos e da degradação dos solos, comprometendo culturas essenciais para a segurança alimentar, para as tradições culturais e para as paisagens agrícolas,” refere Elisabete Pinto, uma das coordenadoras e investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, integrado na Escola Superior de Biotecnologia.
Os impactos destes fenómenos estendem-se também ao património cultural, “acelerando a degradação de materiais e exigindo soluções inovadoras de conservação, com potencial de reforço da economia circular”, afirma Patrícia Moreira, uma das coordenadoras e investigadora do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.
Neste contexto, o projeto SINFONIA - Agroecossistemas sustentáveis, inovação alimentar e práticas artísticas para adaptação às mudanças climáticas propõe uma abordagem integrada que conjuga práticas agrícolas sustentáveis e agroecológicas, inovação alimentar e desenvolvimento de soluções artísticas e tecnológicas orientadas para a adaptação climática. No fundo, o projeto “visa melhorar a saúde do solo e da vegetação através de práticas sustentáveis para garantir uma produção alimentar segura; desenvolver alimentos inovadores, como substitutos vegetais de ovo para a indústria alimentar e suplementos energéticos e proteicos para idosos; bem como criar novas estratégias de preservação e criação artística,” salienta Mariana Bexiga, uma das coordenadoras e gestora de ciência do Centro de Biotecnologia e Química Fina, integrado na Escola Superior de Biotecnologia.
O encontro de kick-off do projeto, que se realizou na semana de 6 de janeiro, reuniu 24 investigadores, incluindo a equipa de coordenação, líderes dos diferentes work packages e investigadores responsáveis pela condução científica e operacional dos trabalhos. Esta primeira reunião permitiu o contacto presencial entre os membros da equipa, a apresentação detalhada dos objetivos, tarefas, milestones e deliverables, bem como a identificação de sinergias e de potenciais desafios, permitindo antecipar estratégias de mitigação de riscos.
O plano estratégico estrutura-se em três grandes linhas temáticas: saúde do solo e práticas agrícolas; desenvolvimento de alimentos inovadores, saudáveis e sustentáveis; e paisagens simbióticas, que cruzam arte, inteligência artificial e novos materiais, visando reforçar a regeneração dos ecossistemas agrícolas, promover padrões alimentares mais sustentáveis e impulsionar novas estratégias de preservação e criação artística.
O projeto é financiado no âmbito do Programa Regional Norte – Acordo de Parceria Portugal 2030, gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).