A Fotografia como Produção de Conhecimento e Literacia Visual Descolonial por Alfredo Brand
“Seeing Otherwise: Photography, Visual Literacy, and Decolonial Knowledge”, o décimo segundo episódio do Podcast da Transform4Europe explora a fotografia como uma forma poderosa de produção de conhecimento e a literacia visual como uma ferramenta descolonial que permite produzir, interpretar e comunicar imagens com maior autonomia, consciência e responsabilidade social.
Neste episódio, Sara Magno, Outreach Officer da T4EU na Universidade Católica Portuguesa, conversa com Alfredo Brand — fotógrafo, artista e investigador da Católica— “analisa como a arte e a fotografia podem promover a consciência digital, a inclusão e a sustentabilidade, contribuindo para a visão da Transform4Europe de uma Europa mais conectada e criativa”, sublinha a apresentadora.
Com base nos estudos culturais visuais e na própria prática artística internacional, Alfredo Brand apresenta a literacia visual como uma ferramenta descolonial que permite aos indivíduos produzir, interpretar e comunicar imagens com maior autonomia, consciência e responsabilidade social.
A conversa explora como a fotografia pode contribuir para formas mais inclusivas, sustentáveis e reflexivas de educação e participação cívica, particularmente em relação ao património cultural, à transformação urbana e às culturas de imagem digital.
Neste episódio, Alfredo Brand sublinha ainda a importância da literacia visual enquanto espaço de articulação entre a experiência subjetiva e a dimensão social da realidade. Para o investigador, é precisamente nesta articulação que reside o seu maior potencial transformador. “Quando equiparados, podem ter resultados realmente poderosos, podem produzir resultados realmente poderosos, porque se trata de si e do mundo em que vive.”
O fotógrafo destaca ainda a importância de uma relação mais prática e consciente com as imagens, para lá do digital e da inteligência artificial, defendendo a necessidade de pensar criticamente como utilizamos as imagens, sobretudo numa altura em que estas podem facilmente ser manipuladas. “Penso que ser autónomo na forma como articulamos a imagem, também é importante para lutar contra as manipulações.”
Refletindo sobre questões como gentrificação, excesso de turismo e o poder afetivo das imagens, o artista e investigador destaca a importância de abordagens sensoriais e baseadas na prática para a aprendizagem que conectam a experiência subjetiva com os desafios coletivos — valores fundamentais para a Aliança T4EU.
Oiça o episódio completo: